quarta-feira, 25 de abril de 2012

- Dia da Primeira Missa do Brasil- 26 de Abril


A PRIMEIRA MISSA

No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia, foi rezada uma missa de Páscoa, a primeira de tantas que desde então foram celebradas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo. Acompanhe os passos iniciais dos padres evangelizadores e as etapas das missões católicas no Brasil Colonial.
Primeira Missa no Brasil
Frei Henrique sacraliza o ato de posse do Brasil
"E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós... e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção." - Carta de Caminha a El-Rei, 1º de maio de 1500

A PRIMEIRA MISSA E A CONCLUSÃO DE CAMINHA

Dias já faziam em que estavam os lusos ali entre idas à praia e voltas ao mar. Carregavam água, frutas e o lenho para os barcos, enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz. Os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, arrodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando pasmos o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas rolas. A missa mesmo, a primeira no Brasil, deu-se no Domingo de Páscoa, 26 de abril de 1500, quando afincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro.
O Frei Henrique de Coimbra, um franciscano, oficiou-a todo aparamentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava.
A decisão de vir ocupar o Brasil
Porém, não foi essa a decisão da Coroa. Demorou quase meio século para que um reduzido destacamento de jesuítas desembarcasse no Brasil para fins de catequese. As políticas anteriores de ocupação da nova terra ( o arrendamento ao consórcio de cristãos-novos de Fernão de Noronha, e, depois, a doação de capitanias), redundaram em fracasso. Foi o acirramento do combate teológico contra os protestantes, e as visitas das naus bretãs e flamengas atrás do pau-tinta, quem fez o rei abandonar a desatenção para com o Brasil. Tinha urgentemente que ocupar os pontos estratégicos da costa e por aqueles hereges à correr. Ou tomava conta de vez, ou perdia tudo.

OS PRIMEIROS SEIS MISSIONÁRIOS

Primeira Missa no Brasil
Anchieta e o Padre Nóbrega
A guerra econômica e religiosa das Europas, transferiu-se assim para o Brasil. Nos barcos de Tomé de Souza, o fundador de Salvador, vieram junto, em março de 1549, os soldados de Cristo, os homens-de-preto da recém fundada ordem de Santo Inácio de Loyola. Eram apenas quatro. O Padre Manoel da Nóbrega e o Padre Aspicuelta Navarro foram os mais famosos, depois, é claro, do Padre José de Anchieta que arribou mais tarde. A eles juntaram-se mais dois: Antônio Rodrigues, um ex-soldado mestre nos idiomas nativos, e Pêro Correia, um ricaço que decidira-se pelo hábito talar, e que, para Nóbrega, "era a melhor língua do Brasil". O trabalho era imenso. Evangelizar aquela massa de gentios, com mil falas, que se espalhava por aquele mundão todo, era tarefa de gigantes. Talvez nem o apostolo Paulo, no lugar deles, conseguisse.
Desentendeu-se Nóbrega, a seguir, com o teólogo Quirino Caxa, examinador dos Casos de Consciência da Bahia que dera o parecer, bem pouco cristão, de que um pai índio, em caso de penúria "da grande", podia vender seus filhos, e que o próprio nativo, se em idade para tanto, podia empenhar a si mesmo. Lançada as fundações do Colégio de Meninos de Salvador, o Padre Nóbrega, o cérebro estratégico da Companhia de Jesus no Brasil, não demorou em perceber, depois de uma visita que fez a São Vicente, bem mais ao sul, das vantagens da instalação de um centro de catequese no Planalto de Piratininga.
Primeira Missa no Brasil
Ícone da Virgem, poderoso instrumento da conversão

A ESPADA E A CRUZ

Soubera lá, ao tentar demover o branco João Ramalho em deixar de ser um sultão em meio a uma serralho de índias, que o Rio Tietê era um intrometido. Enfiava-se por todo o sertão. Construindo o Colégio de São Paulo, batizado em janeiro de 1554, a cavaleiro daquele rio de caipiras, ele se entregaria à conquista espiritual da bacia do Paraná. Sonhou em chegar até ao Paraguai. Com um missal e um rosário em punho, seguido por um reduzido coral de curumins flautistas, enfiados em canoas, faria milagres. Estenderia um Império Teocrático até o sopé dos Andes. Dissuadiu-o Tomé de Souza, que não queria briga com os castelhanos. Virou-se então para a necessidade de vir ocupar-se a Guanabara (escreveu ao bispo em Salvador, dizendo-lhe do perigo de abandonar-se aquela área). Não sem antes que lhe lembrassem, citando-lhe as Constituições de 1556 da Companhia de Jesus, para que evitassem ter escravos, que assumissem a pobreza cristã.
Primeira Missa no Brasil
Estácio de Sá desembarca no Morro do Cão
Logo, Estácio de Sá, em campanha contra os franceses no Rio de Janeiro, chamou-o. Queria o padre Nóbrega e seus orfeus-mirins para que, com seus trinados, exorcizassem a presença calvinista da Baía da Guanabara e fizessem sossegar os Tamoios. Apresentou-se o jesuíta a ele em 1565. A batina e a couraça, a cruz e a espada, aliadas, garantiram que São Sebastião do Rio de Janeiro ficasse com os lusitanos.
Dada a pouca esperança de muitos portugueses em ver prosperar aquela capitania, muitos deram a desandar, a desertar. Queriam voltar para a terrinha, para Lisboa. Ai deles! Nobrega virou fera. Deus os mandar ali, e eles tinham que ficar. Nada de frouxuras. Chamaram-no de tirano, disseram-se "cativos do faraó", mas se aquietaram.

A EXPANSÃO DO CATOLICISMO

E assim, com igrejas e capelas, santuários erguidos nas aparições da Virgem, orações, cantorias, procissões, conversões e batismos, trazendo mais padres e outras ordens (dos franciscanos, carmelitas, beneditinos, mercedários, e outros), a Igreja Católica foi doutrinando, educando e civilizando o bruto que aqui estava, e o outro bruto que aqui chegava. Com ameaças ao Inferno, recorrendo. por vezes, à "vara de ferro" e ao látego, erguidos contra o animismo, o feiticismo, a magia e a heresia, espantaram-nos desta parte do Novo Mundo. Uma Santa Casa aqui, um Colégio acolá, uma cama de lençóis para um doente, um tema de Cícero, um asilo para um órfão, uma lição do De Bello Gallico, que, somados aos oceânicos sermões do Padre Vieira, fizeram com que se mantivesse em mãos católicas uma das maiores extensões de terras do mundo ocidental. E dizer que tudo isso começou há 500 atrás, numa improvisada missa campal, puxada à frente de uma cruz de madeira bárbara, em hora de sol a pino, encerrada em seu final à bulha de "corno ou buzina", saltos e danças, feitos por uns nativos esquisitos, numa desconhecida praia da Bahia!
Primeira Missa no Brasil
Padre Vieira, o gigante do século barroco



- Dia do Goleiro - 26 de Abril


Dia do Goleiro

O goleiro traz uma responsabilidade imensa nas costas:
Ele é o último obstáculo que pode fazer com que o atacante adversário não marque um gol.
Em competições de importância internacional, como uma Copa do Mundo, a pressão em cima de quem fica no gol é ainda maior.
Goleiro
Uma falha (ou, como diriam os torcedores, um "frango") pode impedir o time de ganhar o título mundial.
Isso faz do goleiro o homem de confiança do treinador. Nos pênaltis, o "homem do gol" pode conhecer a glória ou o fracasso.
A torcida aplaude os bons desempenhos, mas as vaias diante de um movimento errado podem desestabilizar emocionalmente o maior dos calmos.
Às vezes, o goleiro pode ofuscar seus colegas de campo. É o que ocorre com Oliver Kahn, goleiro da Alemanha, considerado um dos melhores jogadores do mundo.
No futebol, esporte em que os mais destacados são os "fazedores" de gols, é surpreendente que o homem que representa o anticlímax do jogo - já que o goleiro está aí para tentar frear a alegria representada pelo gol - consiga tanto reconhecimento. Mais uma prova de que os goleiros estão tendo seu esforço e função reconhecida pela torcida.


- Dia da Contabilidade - 25 de abril


Dia da Contabilidade



Talvez você não saiba, mas no dia 25 de abril comemora-se o Dia da Contabilidade. Nesse dia, nasceu o Senador João Lyra Tavares, patrono da contabilidade no Brasil, e a lembrança da data é uma forma de prestar uma homenagem a esse homem que, no Congresso Nacional, defendeu a regulamentação da profissão contábil. A regulamentação ocorreu através do Decreto nº 20.158, de 30.06.1931, que organizou o ensino comercial no Brasil.
25 de abril não é o dia do contador, profissional graduado em Ciências Contábeis, cujo dia é celebrado em 22 de setembro. Também não é o dia do técnico em contabilidade, profissional formado pelas escolas profissionalizantes de nível médio, cujo dia é o 20 de novembro. No dia 25 de abril, comemora-se o Dia da Contabilidade. Os contadores e os técnicos em contabilidade, profissionais que atuam nesse campo, devem sentir-se orgulhosos nesse dia. É a contabilidade, através de suas técnicas de registro, que possibilita que as pessoas jurídicas conheçam e divulguem sua situação econômica, financeira e patrimonial, possibilitando que o mundo dos negócios seja operado. É através da contabilidade que se apuram custos, despesas, receitas, ativo, passivo, PIB, arrecadação de impostos, salários, contribuições, etc. Além disso, é a contabilidade que apura lucros ou prejuízos, o que fornece subsídios para que as empresas prosperem com segurança. Quando há problemas, é a contabilidade que acena para as soluções.
Por isso é que se diz que a contabilidade é uma profissão de interesse social. A pessoa jurídica não pertence aos seus donos, mas ao meio onde está instalada, ou seja, à sociedade. Porque é a pessoa jurídica que gera emprego, que gera tributos, que arrecada e aplica recursos, que produz. É a pessoa jurídica que faz o Município, o Estado e o País terem vida. Imaginem o que seria do País se os seus governantes não tivessem acesso às informações das pessoas que produzem riquezas. E é pela contabilidade que o governo mapeia a economia para saber em que setor há mais ou menos produção, onde cresceu e produziu mais ou menos, que região precisa desse ou daquele incentivo. Nesse contexto, a contabilidade é a guardiã da riqueza nacional.
Agora, imaginem o que seria dos concedentes de crédito ou dos investidores sem as informações contábeis. Como fariam para medir os riscos assumidos pelo fornecimento de bens, serviços ou dinheiro? Como saberiam onde aplicar seus recursos para obter rentabilidade?
Até agora apenas falamos na função técnica da contabilidade, que pode ser exercida tanto pelo técnico como pelo contador. Não entramos no mérito da função acadêmica, que só pertence ao contador, o qual lança mão dos conhecimentos adquiridos nos bancos acadêmicos para detectar os problemas das pessoas jurídicas e recomendar as soluções.
É por isso que se diz que a contabilidade é a fiel companheira dos negócios. Ela registra o patrimônio, ausculta o movimento, descreve o giro, grava as transformações e evidencia os resultados, previne os riscos, acautela prejuízos, estimula a expansão, evita a imprudência, impede a imprecisão, revela confidências, pune o ilícito, exalta a lisura, evidencia a ganância, aconselha no presente e orienta para o futuro. Por isso, ela é ignorada, temida e evitada pelos desonestos e pelos incompetentes, pois a contabilidade pode, a qualquer momento, apontar as falhas, os erros ou os crimes praticados contra a sociedade. Assim, se há problemas, a contabilidade acusa, e, imediatamente, busca-se a solução.
Contudo, a contabilidade ainda não é devidamente reconhecida como uma profissão necessária para a proteção da sociedade, isso por que uma minoria muito pequena de profissionais de outras áreas, tais como economistas, administradores, advogados, engenheiros, que são também técnicos em contabilidade, querem fazer-se passar por “contadores”, usando o termo “contabilista” em substituição à “contabilidade” (registramos ainda aqui que esses termos são sinônimos, por se referirem a campo de atividade), para confundir a sociedade, que fica assim sem saber “quem é quem” dentro da área. Com isso, todos saem perdendo, e a sociedade inclusive, que fica desprotegida, acabando por nivelar contador e técnico como se atuassem indistintamente, e não complementarmente.
Apesar disso, é com muito orgulho que os contadores e técnicos em contabilidade devem comemorar, no dia 25 de abril, o Dia da Contabilidade


- Dia Internacional do Jovem Trabalhador- 24 de abril


Dia Internacional do Jovem Trabalhador é celebrado em 24 de abril


Em 24 de abril, nesta terça-feira, comemora-se o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A ideia é valorizar a importância deles no mercado profissional. Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que dos 30,32 milhões de brasileiros entre 16 e 24 anos, pouco mais de 20 milhões são economicamente ativos. A legislação permite a contratação a partir dos 14 anos de idade, desde que na condição de Aprendiz. Antes disso, o trabalho é considerado infantil, portanto, crime. 

A secretária da mulher e da juventude do Sintetel, Maria Edna Medeiros, participou do Fórum Paulista de Aprendizagem Profissional (FOPAP) no Senac da Consolação, em São Paulo. Lá, aconteceu o processo de eleição para a nova comissão colegiada do Fórum. “Estamos buscando a inserção do jovem no mercado de trabalho e também garantir o direito deles de participação sindical”, afirma Edna, que ainda manda um recado para os trabalhadores em telecomunicações. “Precisamos da união e participação dos jovens do setor”.




- Dia do Agente de Viagem- 24 de Abrril



Viajar é sempre uma aventura e, para que seja bem-sucedida, precisa da ajuda de bons profissionais: os agentes de viagens. O seu dia é comemorado oficialmente hoje, 24 de abril, em todo País, e nós agradecemos o trabalho desses profissionais, que transformam sonhos em realidade.
A rotina de um agente de viagens vai além da marcação de voos e hotéis. Eles fazem todo o meio de campo para que o cliente tenha a melhor viagem, com o menor custo e sem dor de cabeça.
A Associação Brasileira das Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (Abav RS) iniciou a comemoração da data há mais de 30 anos. Todo mês de abril, a instituição realizava um jantar em homenagem a um profissional de destaque. A celebração foi gradualmente ganhando relevância nos outros estados até ser oficializada para o dia 24 de abril.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

- DIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO DE SURDOS - 23 DE ABRIL



DIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO DE SURDOS

23 DE ABRIL

LIBRAS



 A língua brasileira de sinais- LIBRAS - é a língua de sinais usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros. 

A LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais - tem sua origem na Língua de Sinais Francesa.
 
As Línguas de Sinais não são universais, Cada país possui a sua própria língua de sinais, que são influenciadas pela cultura nacional.  

O curso de libras tem sido muito procurado por professores das redes pública e  particular.
Existem escolas que estão exigindo dos professores conhecimentos básicos em libras e no alfabeto para cegos, o braile.
Os alunos especiais, precisam de muitos cuidados e  a atenção redobrada dos professores, porém, existe deficiência de professores capacitados para assumir as aulas.
Em diversas cidades já foram feitos vários concursos, mas as vagas sempre superam o número de inscritos.
Há diversos cursos gratuitos que podem ser feitos tanto de forma presencial quanto à distância.
Alguns cursos conceituados como  do Senai poderão ser feitos pelo processo EAD. Os alunos terão duas aulas semanais e ainda diversas apostilas e CDs para aperfeiçoar os movimentos. Vale lembrar que esse curso precisa de muita atenção e dedicação do aluno como se ele estivesse aprendendo qualquer outra língua, pois os alunos precisaram aprender os gestos de forma correta  e ainda uni-las a expressão fácil que também é muito importante.
Há também centros comunitários que oferecem esses cursos gratuitamente, mas as aulas são todas presenciais, para saber mais acesse o site do Senai: www.senai.br, ou procure o centro comunitário mais próximo de sua casa.


- Dia do Escoteiro 23 de Abril


O primeiro acampamento escoteiro ocorreu em 1907, na Inglaterra, realizado pelo general inglês Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, com um grupo de vinte rapazes. Nascia, assim, o escotismo, com o objetivo de desenvolver nos jovens qualidades como:
Firmeza de caráter
Autoconfiança
Espírito comunitário
Valorização da ética nas relações entre as pessoas e as atividades em equipe.
Escoteiro
23 de abril
Baden-powell escreveu e ilustrou o primeiro manual do escoteiro, o Escotismo para rapazes. O símbolo escolhido, a flor-de-lis, já havia sido usado em seu regimento militar, quando lutou na África do Sul, em 1887, e na guerra de 1899. Até 1910, o escotismo era destinado apenas aos rapazes, porém, nessa época, surgiu a organização das bandeirantes, destinada às moças.
O sucesso do escotismo espalhou-se por todo o mundo, atraindo milhares de jovens. As estimativas mais recentes contam cerca de dez milhões de escoteiros, espalhados por mais de cem países.
O escotismo chegou ao Brasil em 1910. Em 4/11/1924, foi fundada a União dos Escoteiros do Brasil.
A hierarquia dos escoteiros respeita a faixa etária de seus membros. Os meninos de 7 a 11 anos de idade pertencem à categoria dos lobinhos. Os de 11 a 15 anos tornam-se escoteiros.
A partir dos 16 anos, passam a ser seniores, responsáveis pelo ensino e pela guia dos iniciantes.
Ao serem admitidos, todos os escoteiros se comprometem a seguir os regulamentos da organização. Assim, recebem o uniforme e os ensinamentos práticos previstos no manual de Baden-Powell.
Além da formação moral e cívica, o escoteiro aprende atividades práticas como:
armar acampamentos, orientar-se pela bússola, fazer vários tipos de nós e prestar primeiros socorros.
Seu lema "Sempre alerta" traduz o espírito do escoteiro de estar atento às necessidades do próximo e pronto para a boa ação diária.



- Dia de São Jorge 23 de Abril


São Jorge



História


De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar.
Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Jorge, ao ver que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.
O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam se converter ao cristianismo.
Ícone de São Jorge, Museu Cristão-Bizantino, Atenas
Brasão de Armas de Moscou, cidade que tem São Jorge como Padroeiro.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."
Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).
Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.
Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos daIgreja Católica.

Disseminação da devoção a São Jorge

Na Itália, era padroeiro da cidade de GênovaFrederico III da Alemanha dedicou a ele uma Ordem Militar. Desde Dom Nuno Álvares Pereira, o santo é reconhecido como padroeiro de Portugal e do Exército. Na FrançaGregório de Tours era conhecido por sua devoção ao santo cavaleiro; o Rei Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e sua esposa, Santa Clotilde, mandou erguer várias igrejas e conventos em sua honra. A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante.
O monarca Eduardo III colocou sob a proteção de São Jorge a Ordem da Jarreteira, fundada por ele em 1330. Por considerá-lo o protótipo dos cavaleiros medievais, o rei inglês Ricardo I, comandante de uma das primeiras Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro daquelas expedições que tentavam reconquistar a Terra Santa dos muçulmanos. Noséculo XIII, a Inglaterra já celebrava o dia dedicado ao santo e, em 1348, criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, imitando os gregos, que também trazem a cruz de São Jorge na sua bandeira.
Ainda durante a Grande Guerra, muitas medalhas de São Jorge foram cunhadas e oferecidas aos enfermeiros militares e às irmãs de caridade que se sacrificaram ao tomar conta dos feridos de guerra.
As artes, também, divulgaram amplamente a imagem do santo. Em Paris, no Museu do Louvre, há um quadro famoso de Rafael, intitulado São Jorge vencedor do Dragão. Na Itália, existem diversos quadros célebres, como um de autoria de Donatello.
A imagem brasileira de São Jorge seria, possivelmente, de autoria de Martinelli.

Padroeiro da Inglaterra

Não há consenso, porém, a respeito da maneira como teria se tornado padroeiro da Inglaterra. Seu nome era conhecido pelos ingleses e irlandeses muito antes da conquista normanda, o que leva a crer que os soldados que retornavam das cruzadas influíram bastante na disseminação de sua popularidade. Acredita-se que o santo tenha sido escolhido o padroeiro do reino quando o rei Eduardo IIIfundou a Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, em 1348. De acordo com a história da Ordem da Jarreteira, Rei Artur, no século VI,colocou a imagem de São Jorge em suas bandeiras. Em 1415, a data de sua comemoração tornou-se um dos feriados mais importantes do país.
Hoje em dia na Inglaterra, todavia, a festa de São Jorge comemorada todo dia 23 de abril tem tido menos popularidade ao longo das últimas décadas. Algumas rádios locais, como a BBC já chegaram a promover enquetes perguntando qual seria, de acordo com a opinião pública, o orago dos ingleses, e eis que o eleito foi Santo Alba. Muitos fatores contribuíram a isso. Primeiramente por ter sido substituído, segundo bula do Papa Leão XIII de 2 de junho de 1893, por São Pedro como padroeiro da Inglaterra — recomendação que perdura até hoje.
Posteriormente, pelas reformas do Papa Paulo VI, São Jorge foi rebaixado a santo menor de terceira categoria (segundo hierarquia católica), cujo culto seria opcional nos calendários locais e não mais em caráter universal. No entanto, a reabilitação do santo como figura de primeira instância, e arcanjo, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo, pelo Papa João Paulo II em 2000, conferiu nova relevância a São Jorge. Atualmente, haja vista a grande popularidade e apelo turístico de festas como a escocesa St. Andrew's Day, a irlandesa St. Patrick's Day e mesmo a galesa St. Dave's Day, têm-se formado grande iniciativa de setores nacionalistas para que o St. George's Day volte a gozar da mesma popularidade entre os ingleses como antigamente.

Padroeiro de Portugal

Pensa-se que os Cruzados ingleses que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa, em 1147 terão sido os primeiros a trazer a devoção a São Jorge para Portugal. No entanto, só no reinado de Dom Afonso IV de Portugal que o uso de "São Jorge!" como grito de batalha se tornou regra, substituindo o anterior "Sant'Iago!".
O Santo Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota. O Rei Dom João I de Portugal era também um devoto do Santo, e foi no seu reinado que São Jorge substituiu Santiago como padroeiro de Portugal. Em 1387, ordenou que a sua imagem a cavalo fosse transportada na procissão do corpo de Cristo. Assim, séculos mais tarde, chegaria ao Brasil.

Padroeiro da Catalunha

A presença documental da devoção a São Jorge em terras catalãs remonta ao século VIII: documentos da época falam de um sacerdote de Tarragona chamado Jorge que fugiu para a Itália. Já noséculo X, um bispo de Vic tinha o nome de Jorge, e no século XI o abade Oliba consagrou um altar dedicado ao santo no mosteiro de Ripoll. Encontram-se exemplos do culto a São Jorge dessa época, na consagração de capelas, altares e igrejas em diversos pontos da Catalunha. Os reis catalães mostraram a sua devoção a São Jorge: Tiago I de Catalunha explica em suas crônica que foi visto o santo ajudando os catalães na conquista da cidade de Malorca; Pedro o Cerimonioso fundou uma ordem de cavalaria sob a sua proteção; Afonso, o Magnânimo dedicou-lhe capelas nos reinos da Sardenha e Nápoles.
Os reis e a Generalidade da Catalunha impulsionaram a celebração da festa de São Jorge por todas as regiões catalãs. Em Valência, em 1343, já era uma festa popular; em 1407Mallorcacelebrava-a publicamente. Em 1436, a Generalidade da Catalunha propôs, nas côrtes reunidas em Montsó, a celebração oficial e obrigatória de São Jorge; em 1456, as côrtes reunidas na Catedral de Barcelona ditaram uma constituição que ordenava a festa, inclusa no código das Constituições da Catalunha. As remodelações do Palácio da Generalidade (sede do governo catalão) feitas durante o século XV são a prova mais clara da devoção impulsionada por esse órgão público, ao colocar um medalhão do santo na fachada gótica e ao construir no interior a capela de São Jorge.

Lenda do dragão e da princesa

Imagem do santo localizada na Igreja de São Jorge no Centro do Rio de Janeiro
Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.
Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.
Casamento de São Jorge e Sabra
Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.
O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.
De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.
O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.
Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.
dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

São Jorge, a Lua e os Orixás

A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana. Em Salvador, Bahia, o santo foi sincretizado a Oxossi. Na religião da umbanda, o santo é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.

São Jorge na cultura popular

  • As tatuagens com o santo estão entre as que fazem mais sucesso no Brasil.
  • São Jorge é tido como o padroeiro do Corinthians. Acredita-se que sua história de devoção e fidelidade à Verdade cristã até o fim de seu martírio seja a origem do termo "Fiel", popular entre os torcedores e presente em várias agremiações corintianas.
  • Existe um romance sobre São Jorge criado pelo escritor italiano Tito Casini chamado Perseguidores e Mártires (no Brasil, editado pelas Edições Paulinas, por volta de 1960). No livro, São Jorge é retratado como o verdadeiro paladino da Capadócia que, apesar de ser perseguido pelo tirano imperador Diocleciano, manteve-se fiel ao Império Romano, mas também a Cristo e se recusou a contrair alianças com o genro do imperador, Galério, que pretendia ter o apoio do conde da Capadócia para deliberar um golpe contra Diocleciano, o que terminantemente, o santo militar recusou.
  • A banda brasileira Angra utilizou a imagem do santo na capa do álbum Temple of Shadows.
  • Zeca Pagodinho gravou recentemente em seu álbum "Uma Prova de Amor" a música "Ogum" com uma letra com um forte apelo ao sincretismo, a oração de São Jorge é feita no trecho final da música pelo cantor e compositor Jorge Ben.
  • Moacyr Luz e Aldir Blanc fizeram em homenagem ao santo a música "Medalha de São Jorge", que foi gravada pela Cantora Maria Bethânia em 1992.
  • São Jorge é o Santo Padroeiro da Cavalaria do Exército Brasileiro.